#VULNERABILIDADE

#corposVULNERÁVEISsim!

querem primeiro saber quem ganhou o bilhete duplo para o museu do calçado ? nós dizemos : paula carvalhal , sumarenta vamos entrar em contato contigo . 

agora o nosso corpo , aquele que em todas as vezes , nos responde com perguntas . de onde ouvimos : és boa como o milho ! – milho ? mas agora … além de responderes com perguntas , ainda me calas ? – refila uma limonete, uma vez que o milho não fala .

o corpo , pode chamar -se : sr . vulnerável .

– aceitar -te como és , é um direito teu . dar-te um toque pessoal , é o que vamos fazer ! a roupa , a maquilhagem , os sapatos , tudo serve para orientar as pessoas a olhar para os teus sítios certos (ou então a não olhar) . mas se fosses menos preguiçoso podias facilitar a nossa vida – diz a limonete .

– vejo em ti a pessoa mais linda – balbucia o sr. vulnerável .

– e quando me denuncias ao deixar -me toda corada ? – questiona uma limonete .

– é maravilhoso ter um toque frágil sabias ? – responde .

– enervas ! sempre a responder com perguntas . porque não deténs aqueles que me fazem mal e me levam a ficar de tal forma ansiosa que até vomito ? ou não durmo ? como muito , ou não como nada ; grito , mas ninguém me ouve , tu não me ouves , porquê ? porque é que não acabas logo , queres rebuçadinhos , mas olha que fazem mal à barriga ! – uma limonete começa a sentir -se muito enervada .

– és altruísta , até na dor : cada vez que te dão , dás mais em troca , sem dizer que o fizeste e com o meu coração em cada poro , suor , lágrima ou mesmo , se houver , palavra . em cada um desses momentos deste a volta , com mais força do que a dor tinha , aprendeste a usar -me ! – tentativa do sr . vulnerável tranquilizar a limonete .

– mas estás parvo ? eu não te uso . tu é que te apoderas de tudo , a minha cabeça fica num estado que só me apetece fugir .

– lembra -te : és a minha pessoa ! cada um dos Teus pode ser importante para ti , mas eu sou a quem deves responder com mais carinho . dou -te dores de cabeça , mas quem não as tem , nunca cresceu ! dou -te vulnerabilidades , porque só a partir destas nasce o teu sentido de surpreender o outro : com a desilusão , porque és diferente de todos e não dás o que estão habituados a receber , dás aquela desilusão boa , como as lágrimas de alegria . és a minha pessoa ! pelas fraquezas é que te surpreendes a TI (e a mim , que somos um) – reflete o sr . vulnerável .

encontrando -se agora o corpo na sua pessoa , sabemos dizer -te (a ti que estás a ler) : que não precisas esconder , nem ter vergonha , das tuas fragilidades (nós também ainda estamos a educar o nosso psicológico) , de precisares de mais amor que o normal , ou de um rebuçadinho que te acalme , a tua ansiedade torna -te maduro e especial e quem não a sabe é porque não te acrescenta , e quem não a entende , não gosta de ti . o teu sinal pretinho que ocupa uma boa parte da tua cara , dá -te uma caraterística única . não é vergonha aquela gordurinha extra que está à vista de todos , tu de certeza que até a tratas por um nome . a tristeza profunda em que te encontras , se a esconderes dos outros , ela vai ficar ainda mais sozinha , porque sente que tens vergonha dela e aí tens dois problemas : ultrapassar a depressão e que a depressão (que entretanto se tornou a tua melhor amiga) ultrapasse o bullying que lhe fazes .

és feliz se te aceitares . só és feliz se lutares por crescer . partilhas felicidade se aceitares quem és , como gabas o que admiras nos outros .

ief

imagem : de joana bento

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