#PARTILHA

dando continuidade às partilhas que carinhosamente vamos aguçando em vocês , segue uma muito vincada de protecção por aqueles despertam as mais diversas emoções : queridos patudos , barbatanas e rastejantes , queridos irracionais qb (porque tantas vezes são mais pensantes que nós) , esta é por vocês .


#dollarsandcents , radiohead

, por joão figueiredo

Desde criança que sempre tive uma relação especial com os animais, provavelmente por serem seres indefesos perante a actividade humana e ainda sem racionalizar o porquê, reagia e agia com grande proteccionismo com os chamados animais domésticos. Fui crescendo e esse sentimento não mudou, com o desenvolvimento da novas tecnologias, nomeadamente o surgimento da Internet e das redes sociais, outras questões começaram a perturbar a minha mente, “então e os outros animais?” Apesar da facilidade com que acedia a informação, agia como grande parte do planeta, ignorando as barbaridades da indústria alimentar, não reflectindo sobre o impacto que o meu estilo de vida, as minhas escolhas alimentares, implicavam a tortura e sofrimento de milhões de animais diariamente! Foi então numa tarde chuvosa que entrei numa livraria e me deparei com um livro que felizmente me iria consciencializar sobre as consequências dos meus atos e escolhas, “Ética prática” de Peter Singer. Se aceitamos o princípio de igualdade como uma base moral sólida nas relações com os outros humanos, temos também o dever moral de o aceitar nas relações com os animais não humanos. Se um ser sofre não pode haver justificação moral para a recusa de tomar esse sofrimento em consideração. É o limite da consciência que deve marcar o interesse alheio, e não a racionalidade ou a inteligência, pois a história está repleta de tortura e dor com base noutras características, tal como a raça, o género e humanos portadores de deficiências. A leitura deste livro, aliado a uma visita a um matadouro, despertou-me de tal forma que da noite para o dia, alterei a base da minha alimentação, libertando-me de um fardo que carregava dia após dia. Sendo eu atleta de alta competição, sirvo exemplarmente para desmistificar a necessidade vital do consumo de proteína animal. Não sendo eu um defensor desta moda que move manadas “healthy lifestyle”, sinto-me psíquica e fisicamente muito mais apto para os desafios diários da minha profissão, não contribuo para o sofrimento animal nem para os vastos recursos que são desperdiçados diariamente por essa indústria tão dolorosa que é a indústria alimentar.

Ps: as minhas análises sanguíneas atestam o meu bem estar.


obrigada joão , escrito de uma forma diferente mas que marca o que vem de cá (daí) de dentro .

ief

imagem : de joão figueiredo

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